terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
Nayma Mingas leva Angola à Disney!
Nayma Mingas é a nova Princesa da Disney!
A notícia está espalhada por todos os canais noticiosos de Portugal, entre outros... A modelo angolana, Nayma volta a surpreender e desta vez não no mundo da moda mas sim no da animação.
Desta vez, Nayma mostra-nos algo que desconhecíamos até agora: a sua voz como cantora. E onde, perguntam vocês?
No primeiro filme da Disney - "A Princesa e o Sapo" - com uma princesa negra, "Tiana".
De acordo com este , este e este canais de notícias, nas palavras de Teresa Vilarinho (Directora de Marketing da Lusomundo - distribuidora do filme), a nossa angolana vai surpreender tudo e todos por "cantar maravilhosamente"!
Quem diria? Bom, sendo filha de quem é não me surpreende a sua veia artística, mas por nunca a termos visto a cantar, pergunto-me: porque será que Nayma nunca optou pela carreira de cantora, quando recebe elogios tão rasgados por parte da Disney?
Fica a pergunta no ar juntamente com a ansiedade pela estreia do filme que está marcada para dia 04 de Fevereiro nas salas de Lisboa.
Em Angola? Para quando a poderemos contar ouvir a voz desta nossa estrela? Agradecemos informações...
Divirtam-se!
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segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Para Contactos...
A pedido dos leitores, inclui hoje na página principal do blog o endereço de e-mail do ArteAngola, para onde poderão enviar dicas, pedidos ou outros temas desde que pertinentes ao que o ArteAngola se propõe desde o início.
O endereço está mesmo por baixo do perfil.
Boa semana!
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Boa semana!
sábado, 28 de Novembro de 2009
Ole!

António Ole, nasceu em Luanda em 1951 e não só faz desta cidade sua residência como a elege como a sua grande fonte de inspiração, explorando elementos como o período colonial, escravatura, guerra, destruição, pobreza e a capacidade de resistir e/ou sobreviver a todas estas intempéries do dia-a-dia.
Formado no American Film Institute de Los Angeles (EUA), também estudou cultura afro-americana e cinema na Universidade da Califórnia (UCLA).
Ao longo do seu percurso artístico tem vindo a aprimorar uma estética muito coerente - sem deixar de ser ao mesmo tempo revolucionário - mantendo a sua capacidade criativa ao usar o desenho, escultura, pintura cinema, vídeo e fotografia como sua voz, nunca perdendo a sua veia de artista cosmopolita.
Em 1967 realiza a sua primeira exposição individual no Museu de Angola (Angola). São passados quase 20 anos quando inicia a sua internacionalização com a primeira exposição individual no Museum for African American Art em 1984.
Actualmente conta com várias exposições internacionais colectivas e individuais por todo o mundo como Afrika Remix, Rencontres de la Photographie Africaine de Bamako,Transferts, Die Anderen Modernen, The Short Century, Mens Momentanea, ou as bienais de Dacar, Joanesburgo, Havana e Veneza.
Naturalmente, as suas obras, fazem parte de grandes colecções africanas, americanas do Norte e do Sul e europeias.
Por isso, atrevo-me a dizer que considero António Ole um dos mais criativos e multifacetados artistas de Angola, deixando-vos com uma citação do próprio:
“O meu trabalho (no fundo, eu próprio) resulta do encontro de duas culturas — a cultura africana e a cultura europeia. Isso é uma evidência de que não posso, de maneira alguma, abstrair-me, e que não posso negar. Não, eu sou produto desse encontro de culturas. Isso é enriquecedor, nunca achei que reduzisse qualquer capacidade. Nem constitui nenhum dilema existencial, porque, no fundo, além desse facto de ser angolano e de viver em Angola, eu sinto-me um cidadão do mundo, e ao sentir-me cidadão do mundo estou sempre permeável a muitas coisas que estão a passar-se noutros pontos do globo e não só, necessariamente, ao que me atinge ou me toca no meu aquário, no meu bairro. Nunca gostei de ver as coisas de um ponto de vista regional. Felizmente, pensei sempre as coisas de uma maneira mais ampla, mais diversa." in here
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sábado, 7 de Novembro de 2009
Continuamos assim, sempre a subir!
A música angolana está na berra! Por quase todo o mundo, em todas as pistas, em qualquer esquina, ouve-se o som da musica electrónica angolana nascida nos finais dos anos 80: O kuduro.Não, não vou falar sobre quem criou ou não o kuduro. Dessa guerra confesso já estar um pouco cansada de ouvir e falar. Como eu costumo dizer, a solução passa sempre pelas provas. Falar, falar, falar, não interessa nada no mundo profissional. A primeira pessoa a ter registado a primeira música do género kuduro, terá eternamente a glória de ser o Nº 1º! No mundo profissional da música (e não só) é assim que a coisa funciona. Lamento…
Logo após o seu nascimento, nasceu uma onda de paixão e igualmente de indignação por muitos que consideravam o estilo como passageiro, fácil, barato, sujo… foram tantas as criticas ao kuduro que recorda-me a mesma onda de indignação relativamente à música Funk nos anos 70 e Rap nos anos 80 nos Estados Unidos da América. Mas o que fazer? Por muito que alguns críticos torçam o nariz ao ouvir falar deste género musical, ele veio realmente para ficar. Este é sem sombra de dúvidas o género musical angolano que mais rapidamente se espalhou pelo mundo nos últimos tempos e por isso devemos “tirar o chapéu” aos seus músicos e criatividade. Quando a maioria gosta não há nada a fazer.
A verdade é que estamos todos (eu gosto!) rendidos ao som inebriante do kuduro. A festa simplesmente não acontece sem ele. Não interessa o país, a nacionalidade, a cor nem tão pouco a língua. Mesmo que não se entenda a letra - em português ou kimbundo, umbundo, etc. - assim que se ouve o som de kuduro a reacção das pessoas é sempre a mesma: como se tivessem sido injectadas com adrenalina pura! Ficam mais vivas, mais descontraídas, mais alegres e no final acabam sempre por chatear o DJ com a famosa frase: “Ah! Põe só esse som de novo!”. Afinal não é para isso que a musica existe? Para nos tornar um pouco mais felizes?
Curiosidade: o kuduro é por sua vez, também, o primeiro (creio eu) género musical africano que sai da ridícula generalização criada para falar de toda a música que não seja Europeia ou Americana: a WORLD MUSIC - e é internacionalmente conhecido e reconhecido pelo seu nome de origem.
Para os leitores que apenas ouvem kuduro nas discotecas e nunca conseguiram descobrir os nomes dos seus criadores, ficam aqui alguns músicos “essenciais”: Buraka Som Sistema, Dog Murras, Os Lambas and DJ Bula, Quadrilha Organizada, Puto Lilas, Puto Prata, SeBem.
Divirtam-se!
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Mais de 1000!
Hoje não vou falar de nenhum representante da nossa arte.
Apenas quero partilhar convosco o facto de estar muito contente. Contente porque o Arte Angola conseguiu ultrapassar a dificil barreira de todos blogs iniciantes: A de mais de 1000 visitantes!
Sei que pouco tenho "postado", mas comprometo-me a ser mais constante nos próximos dias.
Queria apenas agradecer a todos os leitores pelas visitas e comentários e deixar-vos um grande NGASSAKIDILA!
Até breve,
Apenas quero partilhar convosco o facto de estar muito contente. Contente porque o Arte Angola conseguiu ultrapassar a dificil barreira de todos blogs iniciantes: A de mais de 1000 visitantes!
Sei que pouco tenho "postado", mas comprometo-me a ser mais constante nos próximos dias.
Queria apenas agradecer a todos os leitores pelas visitas e comentários e deixar-vos um grande NGASSAKIDILA!
Até breve,
quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
Coisas Novas
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Hoje pergunto-me: Quem são os leitores do Arte Angola, que como eu não param de ouvir os sembas de Hélvio?
Este é para mim - com toda a sinceridade - um dos grandes jovens talentos da música popular angolana.
Desde o seu primeiro disco “Muxima Uamiê” (2004) tinha a sensação de que este jovem (presumo ser benguelense) tinha vindo para ficar. Com o “Lua Dela” (2007) apenas confirmaram-se as minhas desconfianças... Angola rendeu-se igualmente à voz quente e macia de Hélvio e hoje a sua música é indispensável em qualquer pista, rádio, espectáculo, etc.
Não sou uma especialista em música, mas acredito que quando gostamos de mais de 50% de um disco quer dizer que algo está realmente muito bom! Do “Muxima Uamiê”, gosto particularmente do “Mona Ki Ngi Xiça (Alukeno)” que anteriormente ouvia apenas e exclusivamente interpretado pelo kota Ruy Mingas. Do “Lua Dela” para além do super hit “Coisas Nossas” apaixonei-me por outras tantas, destacando o “Endjo” e “Nessa Cadência”.
Acima de tudo acredito que devemos celebrar esta nova vaga de jovens talentos angolanos que não deixam a nossa música popular – o Semba – desaparecer face à força das televisões que diariamente nos bombardeiam com as playlists internacionais.
Viva Angola! Viva a nossa música popular!
Boa sorte Hélvio. Aguardo ansiosamente pelo seu próximo trabalho!
Este é para mim - com toda a sinceridade - um dos grandes jovens talentos da música popular angolana.
Desde o seu primeiro disco “Muxima Uamiê” (2004) tinha a sensação de que este jovem (presumo ser benguelense) tinha vindo para ficar. Com o “Lua Dela” (2007) apenas confirmaram-se as minhas desconfianças... Angola rendeu-se igualmente à voz quente e macia de Hélvio e hoje a sua música é indispensável em qualquer pista, rádio, espectáculo, etc.
Não sou uma especialista em música, mas acredito que quando gostamos de mais de 50% de um disco quer dizer que algo está realmente muito bom! Do “Muxima Uamiê”, gosto particularmente do “Mona Ki Ngi Xiça (Alukeno)” que anteriormente ouvia apenas e exclusivamente interpretado pelo kota Ruy Mingas. Do “Lua Dela” para além do super hit “Coisas Nossas” apaixonei-me por outras tantas, destacando o “Endjo” e “Nessa Cadência”.
Acima de tudo acredito que devemos celebrar esta nova vaga de jovens talentos angolanos que não deixam a nossa música popular – o Semba – desaparecer face à força das televisões que diariamente nos bombardeiam com as playlists internacionais.
Viva Angola! Viva a nossa música popular!
Boa sorte Hélvio. Aguardo ansiosamente pelo seu próximo trabalho!
segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Nayjô!

Embora seja uma das grandes figuras de destaque na moda angolana no parâmetro internacional que merece ter aqui um post sobre a sua carreira, hoje citarei apenas o seu ultimo trabalho público de destaque...
Essa campanha resume-se à criação de novas caras fundindo as de vários famosos de distintas áreas. Desde Futebolistas a Designers de Moda, Actores, Comediantes, etc., Nayma foi a modelo escolhida para fazer parte do conjunto de caras famosas. Aqui poderão ver a campanha e perceber um pouco mais do que falo.
À modelo os meus parabéns por mais uma grande conquista internacional!
A modelo angolana Nayma Mingas, volta a ser contratada para uma grande campanha internacional! Desta vez para a marca TMN na campanha “7 Milhões de originais”.
Essa campanha resume-se à criação de novas caras fundindo as de vários famosos de distintas áreas. Desde Futebolistas a Designers de Moda, Actores, Comediantes, etc., Nayma foi a modelo escolhida para fazer parte do conjunto de caras famosas. Aqui poderão ver a campanha e perceber um pouco mais do que falo.
À modelo os meus parabéns por mais uma grande conquista internacional!
domingo, 30 de Agosto de 2009
Decore este nome...
Yonamine já viveu no Congo, Brasil e Reino Unido, mas actualmente está entre Portugal e Angola. Tem 34 anos e é um autodidacta com um talento como pouco tenho visto. O seu trabalho não se resume apenas à pintura. Passa também pelo desenho, gravura, graffiti, fotografia, vídeo e instalação.Nascido a 11 de Fevereiro na cidade de Luanda este angolano tem sacudido o mundo contemporâneo da pintura angolana e não só. Das várias exposições entre 2004 e 2009, as mais sonantes são certamente a 52ª Bienal de Veneza e a 9ª Bienal de Sharjah, no Dubai.
Infelizmente o seu espaço aqui está um pouco desactualizado, mas o que lá se encontra é suficiente para se perceber o seu talento.
Com este artista decidi assim iniciar a secção da pintura no “ArteAngola” com este artista, porque tenho a certeza de que embora ainda muito jovem, Yonamine tem muito mais para mostrar e surpreender.
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Pintura
sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
Palavras para quê?

Pepetela dispensa quaisquer apresentações. O seu trabalho literário é inquestionável e por isso as suas obras estão espalhadas e traduzidas pelo mundo em mais de 15 línguas.
A minha leitura de Pepetela começou tarde, mas no momento certo! Estava eu fora de Angola, quando um dia decidi comprar livros e deparei-o com o Jaime Bunda” espalhado pelas prateleiras da loja! Não resisti. Não resisti pela capa, não resisti pela nostalgia e não resisti por saber que havia chegado o momento de iniciar a minha aventura literária com as palavras de Pepetela.
Confesso que ainda me falta explorar outras edições, mas por enquanto manterei o “Jaime Bunda” como o meu favorito de Pepetela. A continuação deste foi apenas a confirmação de que este autor é um dos grandes embaixadores da literatura angolana!
Se fosse americano, inglês ou Sueco, certamente já teria o tão cobiçado Pulitzer na prateleira, mas até lá vamos aclamá-lo pelos já conquistados ao longo da sua carreira: Prémio Nacional de Literatura / “Mayombe” (Angola, 1980); Prémio Nacional de Literatura / “Yaka” (Angola, 1985); Prémio Especial dos críticos de São Paulo / “Geração da Utopia” (Brasil, 1993); Prémio Camões / Conjunto da sua Obra (1997); Printz Clus (Holanda, 1999). Neste momento é ainda um dos finalistas para o prémio Portugal Telecom a ser anunciado em Setembro.
Não deixe de visitar o site oficial aqui e delicie-se com os “Escritos do Autor”. Vai ver como não se arrepende!
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